Chevrolet Onix tira nota zero em teste de segurança

Baixo nível de proteção aos ocupantes nos impactos laterais foi decisivo para o hatch nacional receber pior nota no Latin NCAP

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Imagem: Divulgação

O Chevrolet Onix é o carro mais vendido do Brasil há dois anos seguidos, mas está longe de ser o mais seguro. O modelo decepcionou em sua segunda passagem pelo Latin NCAP, o programa de segurança viário para América Latina e Caribe que realiza testes de segurança nos veículos existentes nessas regiões.

Nem mesmo os obrigatórios airbags frontais e os freios com ABS resolveram a situação do o hatch nacional, que tirou nota zero em proteção para altos, sendo três para crianças. De acordo com o órgão, “foram observadas estruturas perigosas na zona do painel que poderiam impactar contra o joelho do motorista e do acompanhante”.

Nas colisões laterais, o instituto disse também que o Onix não possui uma estrutura deformável nas laterais – apenas barras em cada porta – e que o nível de intrusão não atende os requerimentos básicos de regulação de impacto lateral das Nações Unidas (UN95).

Segundo Latin NCAP, “o veículo mostrou uma penetração alta da barreira móvel que provocou alto deslocamento do pilar B e do banco dos passageiros. Isso questiona a capacidade do veículo de proporcional melhor proteção lateral mesmo contando com airbags laterais”.

A proteção para criança foi considerada aceitável, mas falta ancoragem Isofix e cinto central de três pontos. No teste, houve compressão do peito do passageiro no caso de colisão lateral e a porta traseira direita abriu, colocando em risco a criança. Confira o vídeo:

Proteste pede retirada do Chevrolet Onix do mercado

A associação de defesa do consumidor Proteste emitiu um comunicado condenando o resultado do Onix nos testes de segurança e pedindo a retirada das lojas do hatch compacto. Além disso, pedirá um recall de todas as unidades vendidas no país desde o lançamento, em 2012.

Segundo a entidade, o modelo está em desacordo com as normas de segurança exigidas em outros mercados, além de expor os passageiros a riscos devido a abertura da porta na colisão. “Não consideramos que a América Latina seja depósito para carros fora dos padrões exigidos, no entanto, infelizmente, não parece ser a opinião da GM”, diz Henrique Lian, gerente de relações institucionais e mídia da Proteste.

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